3 Comments

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    Nilton de Barros

    Aos 6 anos fui jogado no mundo por minha mãe e meu pai. Muito cedo descobri que tinha que sobreviver em um mundo o qual não estava acostumado. Minha infância ficou para traz. Senti na pele a rejeição de meus pais e de pessoas que estavam a minha volta. Hoje aos 63 anos ainda sinto que um garotinho ficou aprisionado em mim. Outro dia eu parei meu carro de um outro lado da pista, e fixando o olhar a frente de um mercado, ali me vi claramente com um carrinho de mão feito por mim mesmo, a espera de um frete. Eu tinha costume de carregar as compras delas para ganhar uns trocados. Eu tenho este costume de me ver constantemente quando criança, e pode ser até ilógico, mas sinto uma pena danada daquele garotinho, que sobreviveu em um mundo louco. O garotinho ainda esta aqui em mim, e teima em não ir embora.

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    1. 1.1

      Petra

      Amado, não sinta pena desse garotinho, sinta orgulho, pois ele cresceu e hoje se tornou o homem que você é!!! É um garotinho extremamente forte e que, com as durezas da vida, se tornou resiliente!! Quando o vir novamente, mande muito amor, diga-lhe que tudo está bem e que agora ele pode ir brincar!!! Que Deus te abençõe!!! \o/

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  2. 2

    Rosimeire

    Estou com 61 anos. Vejo uma garotinha e seus dois irmãos brincando. Eles estão felizes. De repente a mãe interrompe a brincadeira chamando os dois meninos e negligenciando a menina. Ela gela.. e se sente rejeitada até hoje. Nunca conseguiu superar a rejeição da mãe e não conseguiu se desenvolver totalmente. É agressiva, grosseira, solitária e triste. Só o que quer ouvir é o chamado da mãe.É muito tarde pois esta já partiu deste mundo.

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